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NFT Brasil: como foi montado o evento na Bienal do Ibirapuera

MetaCast 4 min de leitura
NFT Brasil: como foi montado o evento na Bienal do Ibirapuera

Em resumo

Fernando Souza defendeu que o NFT Brasil precisava falar com dois públicos ao mesmo tempo: quem já está no ecossistema web3 e quem nunca comprou um NFT, e por isso o evento foi dividido entre uma área de palestras e uma área de exposição com ingresso mais acessível. Ele argumentou que o metaverso, no contexto de eventos, funciona como espaço de experiência e de continuidade, permitindo que as ativações de patrocinadores sigam no ar depois dos três dias presenciais. E sustentou que o NFT não deve ser tratado como sinônimo de arte digital, mas como protocolo de tecnologia que vai tokenizar ativos de moda, música, esporte, agro e mercado imobiliário.

FERNANDO SOUZA (NFT Brasil) | MetaCast #58 — Metacast, 23 de maio de 2023.

Sobre esta participação

Segunda passagem de Fernando Souza pelo MetaCast, desta vez como curador da área de talks do NFT Brasil, evento realizado na Bienal do Ibirapuera, em São Paulo, nos dias 2, 3 e 4 de junho de 2023. A conversa detalha a estrutura do evento: dois palcos de palestras para o público web3, uma área expositiva pensada para iniciantes, presença em dois metaversos e parcerias com secretarias municipais e com o G10 Favelas. Fernando fala da montagem do line-up de mais de cem palestrantes, da relação com marcas patrocinadoras da web2 e da web3 e da origem do evento como desdobramento do NFT Rio. Ele e o apresentador também comparam a experiência de público com a do Web Summit Rio.

O que foi discutido

  • Estrutura do NFT Brasil: área de palestras web3 e área de exposição
  • Curadoria de line-up com mais de cem palestrantes
  • Metaverso como espaço de experiência e de continuidade pós-evento
  • Presença simultânea em Cryptovoxels e Spatial e o público de cada um
  • Patrocínio de marcas web2 e web3 e desenho de cotas
  • NFT como protocolo de tecnologia e tokenização de ativos
  • Aplicações de NFT em moda, música, esporte e mercado imobiliário
  • Diversidade e liderança feminina no line-up
  • Parceria com o G10 Favelas e com secretarias municipais
  • Concorrência entre eventos de web3 no Brasil e custo de aquisição de público

O que Fernando Souza disse

“Metaverso para a gente, dentro do evento, é um local de experiência. Cada vez mais o ser humano médio vai começar a conviver com esse tipo de coisa, então a gente quer mostrar essa tecnologia lá.”

Fernando Souza, em MetaCast — Sobre por que o NFT Brasil manteve ativações em metaverso mesmo com o mercado esfriando o tema.

“A internet não vai matar a loja física, assim como o metaverso não vai matar os eventos presenciais. As coisas coexistem.”

Fernando Souza, em MetaCast — Resposta à pergunta sobre a contradição de defender metaverso e ao mesmo tempo produzir um evento físico para dez mil pessoas.

“Hoje a gente fala bastante do NFT como arte, mas a gente não pode esquecer que é um protocolo de tecnologia. Daqui alguns anos a gente talvez não fale mais de NFT.”

Fernando Souza, em MetaCast — Sobre a leitura reducionista que associa NFT apenas a coleções de imagens.

Perguntas frequentes

O que foi o NFT Brasil de 2023?

Segundo Fernando Souza, foi um evento de três dias realizado na Bienal do Ibirapuera, em São Paulo, nos dias 2, 3 e 4 de junho de 2023. Ele nasceu como desdobramento do NFT Rio, realizado no Rio de Janeiro no ano anterior. O formato reuniu dois palcos de palestras voltados ao público web3, uma área de exposição com mais de cem artistas e ingresso mais acessível, ativações em dois metaversos e um happy hour oficial no fim de cada dia.

Para que serve o metaverso em um evento presencial?

Fernando Souza descreve duas funções. A primeira é experiência: um espaço onde o visitante coloca o óculos e entende na prática do que se está falando, incluindo uma galeria com as mesmas obras expostas fisicamente. A segunda é continuidade — como o ambiente é perene, as ativações dos patrocinadores continuam no ar depois dos três dias e seguem até a edição seguinte, o que muda a proposta de valor para as marcas.

NFT serve só para arte digital?

Não, na avaliação dele. Fernando Souza trata o NFT como um protocolo de tecnologia, comparando-o ao SMTP do e-mail: a mesma base serve para qualquer coisa. Ele cita tokenização de ativos imobiliários, do agronegócio, de música e de esporte, além de usos como clube de vantagens, programa de afiliados e ingresso de experiência. Segundo ele, em alguns anos o mercado deixará de falar em NFT e falará em tokenização.

Marcas e tecnologias citadas

Empresas e marcas: NFT Brasil, NFT Rio, MetaCast, Web Summit, Eletromidia, Reserva, Meta, G10 Favelas, Coinlivre, Bienal do Ibirapuera, Secretaria Municipal de Educação de São Paulo.

Tecnologias e plataformas: NFT, Web3, Metaverso, Blockchain, Tokenização, Cryptovoxels, Spatial, Realidade virtual, Carteira digital, ChatGPT.

Participantes: Giorgio, Marcelo Serpa.

Assista na íntegra: FERNANDO SOUZA (NFT Brasil) | MetaCast #58, no canal Metacast.

Fernando Souza é consultor, professor e palestrante de negócios digitais, marketing e inovação, e autor do livro Metaverso e Web 3.0.

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Fonte / especialista

Fernando Souza

Autor, professor e palestrante · +25 anos de mercado digital

Consultor, professor e palestrante de marketing digital, metaverso e inovação. Há mais de 25 anos ajudando empresas de todos os portes a crescerem no digital.

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