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Social Media Cast #305: metaverso e Web 3.0 para quem faz marketing

Social Media Cast 4 min de leitura
Social Media Cast #305: metaverso e Web 3.0 para quem faz marketing

Em resumo

Fernando Souza defendeu que o metaverso está para a internet imersiva como 1996 esteve para a web: uma fase inicial, estranha para a maioria, mas com destino traçado. Ele argumentou que a Web 3.0 não é modismo porque NFT, blockchain e criptomoedas já operam dentro de plataformas da web 2, e que esperar cinco ou dez anos para reagir é risco alto para qualquer empresa. Sua recomendação prática ao profissional de marketing foi entrar nas plataformas e usá-las, já que não se planeja ação para um ambiente que não se frequenta.

SMC#305: Metaverso e Web 3.0 com Fernando Souza — Social Media Cast, 8 de dezembro de 2022.

Sobre esta participação

No episódio 305 do Social Media Cast, um dos podcasts de marketing digital mais antigos do Brasil, Fernando Souza foi entrevistado por Samuel Gatti e Temo Mori sobre metaverso e Web 3.0. A conversa começou pela definição do conceito, nascido no livro Snow Crash em 1992, e pelo peso que a mudança de nome do Facebook deu ao tema. Os apresentadores levantaram objeções concretas: o custo do hardware, o desejo humano de convívio presencial depois da pandemia e o consumo de energia da blockchain. Fernando respondeu comparando cada ponto à adoção das mídias sociais e do celular, tratou de comunidades, DAOs e tokens de governança e fechou indicando por onde um profissional de marketing começa a estudar o assunto.

O que foi discutido

  • Definição de metaverso e a origem do termo no livro Snow Crash, de 1992
  • O reposicionamento do Facebook como Meta e a popularização do tema
  • Hardware como principal gargalo de adoção e a lição do Google Glass
  • Web 2 passiva x Web 3 ativa: movimento corporal, esportes e arenas imersivas
  • Realidade aumentada como segunda tela, com o exemplo do aplicativo da FIFA na Copa
  • Comunidades, Discord, DAOs e tokens de governança na relação entre marca e público
  • Consumo de energia da blockchain, energia limpa e crédito de carbono
  • Blockchain e cartórios: por que ele não aposta no fim dos cartórios no Brasil
  • A geração que cresce no Roblox e no Fortnite como consumidora dos próximos dez anos
  • Por onde o profissional de marketing começa a estudar Web 3.0

O que Fernando Souza disse

“Uma das concepções que a gente tem é que hoje a gente está vivendo mais ou menos o 1996 da internet.”

Fernando Souza, em Social Media Cast — Em que estágio de maturidade o metaverso estava em 2022.

“Não dá para você projetar uma ação de Twitter se você não usa Twitter, não dá para você projetar uma ação de TikTok se você não usa TikTok.”

Fernando Souza, em Social Media Cast — Por onde o profissional de marketing deve começar a estudar metaverso.

“Eu acredito muito mais que as mesmas famílias que são donas de cartório implementem tecnologias de web 3 e continuem sendo donas de cartório, com tecnologia descentralizada.”

Fernando Souza, em Social Media Cast — Resposta à previsão de que a blockchain acabaria com os cartórios.

Perguntas frequentes

O metaverso é só o da Meta?

Não. Fernando Souza explica que o Horizon, da Meta, é apenas um dentro de um ecossistema maior, e que plataformas como Decentraland e Upland trabalham com metaverso há mais tempo que a própria empresa de Mark Zuckerberg. O que a Meta fez foi popularizar o termo ao mudar de nome, por estar no dia a dia de boa parte da população. Ele avalia que isso foi positivo para o mercado, ainda que crie a impressão equivocada de pioneirismo.

Por onde um profissional de marketing começa a estudar metaverso e Web 3.0?

A recomendação dele é usar as plataformas antes de planejar qualquer ação, porque não se projeta campanha para um ambiente que não se frequenta. Sugere criar duas ou três contas em metaversos de perfis diferentes, como Roblox e plataformas mais comerciais, e consumir conteúdo sobre o tema com regularidade. Também recomenda conversar com adolescentes da família, que já passam horas por dia nesses ambientes.

O gasto de energia da blockchain inviabiliza a Web 3.0?

Ele reconhece o problema, lembrando que o processamento é intensivo, mas aponta que servidores de grandes plataformas centralizadas também consomem muita energia. As saídas que já via em 2022 eram NFTs carbono neutro, compensação por crédito de carbono e a migração da mineração para países com energia limpa e clima frio, onde o resfriamento custa menos. A aposta dele é que surjam iniciativas plugadas ao ecossistema para compensar esse impacto.

Marcas e tecnologias citadas

Empresas e marcas: Meta, Facebook, Instagram, WhatsApp, Twitter, Google, Discord, Roblox, Fortnite, Decentraland, The Sandbox, Upland, Ray-Ban, Lacoste, TikTok, FIFA, Mercado Livre, Mercado Pago.

Tecnologias e plataformas: metaverso, Web 3.0, blockchain, NFT, criptomoedas, carteira digital, DAO, tokens de governança, realidade aumentada, realidade virtual, óculos VR, Google Glass, navegador Brave, crédito de carbono, mineração.

Participantes: Samuel Gatti, Temo Mori, Mark Zuckerberg, Elon Musk, Steven Spielberg.

Assista na íntegra: SMC#305: Metaverso e Web 3.0 com Fernando Souza, no canal Social Media Cast.

Fernando Souza é consultor, professor e palestrante de negócios digitais, marketing e inovação, e autor do livro Metaverso e Web 3.0.

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Fonte / especialista

Fernando Souza

Autor, professor e palestrante · +25 anos de mercado digital

Consultor, professor e palestrante de marketing digital, metaverso e inovação. Há mais de 25 anos ajudando empresas de todos os portes a crescerem no digital.

Assessoria de imprensa

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