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Web3, metaverso e blockchain: hype ou futuro da internet?

AnaMid Cast 4 min de leitura
Web3, metaverso e blockchain: hype ou futuro da internet?

Em resumo

No 12º episódio do AnaMid Cast, Fernando Souza conduziu o debate como líder do comitê de tecnologias emergentes da AnaMid e defendeu que o metaverso não morreu: o que muda é o ciclo de hype da mídia, que migrou do metaverso para a inteligência artificial, enquanto plataformas com anos de operação seguem funcionando e com grandes marcas dentro. Ele argumentou que o hype não vem só do estranhamento diante do novo, mas é fomentado pelo mercado financeiro, e que tudo o que foi digitalizado nos últimos 20 anos tende a passar por um processo de tokenização. Para profissionais de marketing, sustentou que em cerca de cinco anos não haverá projeto que não flerte com tokenização, realidade estendida ou inteligência artificial, e que o teto de conhecimento nessas tecnologias ainda é baixo.

🎙 AnaMid Cast: Web3, metaverso e blockchain: Flop, Hype ou futuro da Internet? — AnaMid, 18 de abril de 2024.

Sobre esta participação

Painel do AnaMid Cast conduzido por Fernando Souza, líder do comitê de tecnologias emergentes da AnaMid, com Ney Neto (Upland e BioBots), Bruno Velloso (BCripto) e Christopher Toya (Opental). A conversa parte de como explicar web3 para leigos e passa por DAOs, tokenização, interoperabilidade entre metaversos e blockchains e o papel da especulação financeira no ciclo de hype. Fernando atua como moderador e tradutor para a audiência de marketing da associação: traduz termos como airdrop e tokenização e conecta o debate à rotina de agências e departamentos de marketing. O bloco final reúne recomendações práticas de como começar na web3, e ele encerra defendendo que a hora de experimentar é agora.

O que foi discutido

  • O que é web3 e como explicar a tecnologia para leigos
  • Ciclo de hype: do metaverso para a inteligência artificial
  • Especulação financeira como motor do hype tecnológico
  • Tokenização de ativos digitais e do mundo real
  • Falta de interoperabilidade e de padronização entre metaversos
  • Paralelo entre a web3 de hoje e os primeiros anos da web 1.0
  • DAOs e governança de organizações descentralizadas
  • Creator economy e criação de skins e itens digitais
  • Airdrops e primeiros passos práticos na web3
  • Preparação de agências e profissionais de marketing

O que Fernando Souza disse

“Tudo que foi digitalizado nos últimos 20 anos a gente provavelmente vai passar por um processo de tokenização.”

Fernando Souza, em AnaMid Cast — Sobre o alcance da tokenização para além do mercado cripto.

“O hype não é só a estranheza do ser humano, como também ele é fomentado pelo mercado de ações. No final das contas, muita gente ganha dinheiro com esse hype.”

Fernando Souza, em AnaMid Cast — Sobre por que tecnologias emergentes ganham e perdem holofote.

“Do mesmo jeito que há 20 anos você tinha o profissional de marketing tradicional e o profissional de marketing digital, acredito que em cinco anos não vai ter como você fazer um projeto de marketing que não vai flertar com alguma dessas coisas: tokenização, realidade aumentada, realidade estendida, inteligência artificial.”

Fernando Souza, em AnaMid Cast — Sobre o que muda na formação de profissionais e agências de marketing.

Perguntas frequentes

O metaverso morreu?

Fernando Souza responde que não. Para ele, o que muda é o ciclo de hype na mídia, que saiu do metaverso e foi para a inteligência artificial, enquanto as tecnologias continuam sendo desenvolvidas. Ele lembra que há plataformas de metaverso rodando há cinco anos com grandes marcas dentro e afirma que tecnologias não morrem, apenas evoluem.

Por que ainda não dá para levar um ativo de um metaverso para outro?

Falta padronização. No debate conduzido por Fernando Souza, a situação é comparada à web 1.0, quando cada portal tinha sua própria especificação de banner e cada navegador exigia um código diferente. Hoje cada metaverso e cada engine usam specs próprias, e não existe um equivalente ao W3C para blockchain ou para metaverso.

Por onde um profissional de marketing deve começar na web3?

A recomendação do painel é experimentar na prática antes de estudar teoria: comprar uma fração de criptomoeda e aprender a transferi-la para a própria carteira. Fernando Souza reforça que dá para começar com valores muito baixos e lembra que a web3 ainda tem problemas de usabilidade e exige curva de aprendizado. Ele acrescenta que o teto de conhecimento no mercado ainda é baixo, o que reduz a distância entre quem sabe muito e quem sabe pouco.

Marcas e tecnologias citadas

Empresas e marcas: AnaMid, Meta, Instagram, TikTok, Snapchat, Apple, NVIDIA, Google, Roblox, Minecraft, Fortnite, Ubisoft, Upland, The Sandbox, Decentraland, Opental, Campus Party, Positivo.

Tecnologias e plataformas: Web3, Blockchain, Bitcoin, Ethereum, Solana, NFT, DAO, Smart contracts, Tokenização, Realidade aumentada, Realidade estendida, Inteligência artificial, Layer 2, Airdrop, Drex.

Participantes: Ney Neto, Bruno Velloso, Christopher Toya, Vitalik Buterin, Sabrina Sato, Mark Zuckerberg, Satoshi Nakamoto.

Assista na íntegra: 🎙 AnaMid Cast: Web3, metaverso e blockchain: Flop, Hype ou futuro da Internet?, no canal AnaMid.

Fernando Souza é consultor, professor e palestrante de negócios digitais, marketing e inovação, e autor do livro Metaverso e Web 3.0.

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Fonte / especialista

Fernando Souza

Autor, professor e palestrante · +25 anos de mercado digital

Consultor, professor e palestrante de marketing digital, metaverso e inovação. Há mais de 25 anos ajudando empresas de todos os portes a crescerem no digital.

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